Sobre Mim

Sou a Carla dos Santos, artista visual e criadora de processos artísticos intuitivos.
A minha prática nasce do encontro entre arte, corpo e consciência.
Não crio apenas imagens — crio espaços de reconexão, onde a cor, a forma e o gesto se tornam ferramentas para escutar emoções, atravessar bloqueios e regressar ao que é essencial.
Acredito profundamente no poder das cores sobre o nosso estado emocional e energético.
Cada obra é pensada como um ponto de contacto com um momento interno específico: um ciclo, uma ferida, um desejo, uma semente.

Para mim, criar é um acto vivo.
A energia criativa que move a arte é a mesma energia que move a vida, o prazer, o vínculo e a transformação.
Por isso, o meu trabalho fala de intimidade, de presença e de amor em movimento — sem separação entre espiritualidade e matéria.
As minhas obras nascem de um processo sensível, onde escuto o que precisa de ser revelado e deixo que a composição, a cor e a geometria conduzam a mensagem.
Trabalho principalmente com pintura e desenho digital, criando peças que podem ser usadas como objectos artísticos, contemplativos e simbólicos — para acompanhar processos pessoais, rituais de passagem ou simplesmente para trazer mais consciência e beleza ao quotidiano.
Cada obra é um convite:
da semente à obra, do invisível ao gesto, do sentir à forma.

MANIFESTO – “A ARTE COMO CASA E REVOLUÇÃO”
Eu não escolhi a arte. A arte sempre me escolheu.
Desde criança, era nas folhas e nos lápis que eu encontrava o meu lugar seguro. Onde ninguém me julgava, onde tudo o que eu sentia era bem-vindo. A minha arte era a única parte do mundo onde eu podia ser inteira — livre, selvagem, furiosa, amorosa. Era o lugar onde a minha alma falava quando ninguém mais ouvia.
Hoje, continuo a criar por necessidade vital.
A arte é o que me devolve a mim mesma quando tudo em volta parece ruir.
É o que me acalma a raiva, transforma o grito em cor, a dor em cura.
É o meu ritual de sobrevivência, a minha ferramenta de transmutação.
Eu não pinto quadros. Eu abro portais.
Cada traço, cada forma, cada corpo que desenho traz consigo um convite:
Sente.
Sê honesta contigo.
Liberta-te do que te mandaram calar.
O que escondes é sagrado.
A minha arte fala de emoções reprimidas, de sexualidade silenciada, de uma energia feminina que grita por espaço num mundo demasiado violento, rápido e masculino. Eu não quero continuar a validar esse sistema. Quero rasgá-lo com beleza. Quero criar espaços de verdade, onde sentir não é fraqueza — é revolução.
Eu quero viver da minha arte para não me trair.
Não é só por dinheiro. É por dignidade.
Quero acordar com calma, viver perto da natureza, criar sem pressa.
Quero que o meu trabalho me alimente — não só o corpo, mas o espírito.
Quero que a minha filha cresça a ver uma mãe inteira, não uma sobrevivente partida.
Quero que quem recebe a minha arte sinta o mesmo que eu senti ao pendurar pela primeira vez uma obra de uma mulher que me entendia sem palavras. Que sintam que aquela peça não é um luxo — é um espelho, uma bússola, uma chave.
Nos dias em que quero fugir, preciso lembrar-me disto:
🌿 A minha arte é a minha voz.
🌿 A minha voz é sagrada.
🌿 Está tudo certo em cair, em falhar, em precisar parar.
🌿 O que me disseram para esconder é exatamente o que me torna valiosa.
🌿 Não sou uma máquina — sou humana, sou mãe, sou artista.
🌿 E mereço viver em paz com quem sou.
A minha arte não é só um produto.
É uma ponte.
É uma oração.
É um acto de amor próprio que se estende ao mundo.
E é por isso que eu não vou desistir.
Nem de mim.
Nem dela.
Acompanhe a minha viagem!
